Alimentação Funcional

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É comprovada a importância da alimentação na saúde.

Dieta desequilibrada contribui para o desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão e alguns tipos de câncer.

Modificar o estilo de vida, praticando uma atividade física e alimentando-se de maneira saudável, constitui um fator de proteção no desenvolvimento destas doenças.

Os alimentos funcionais contêm substâncias, comprovadas cientificamente, com esta capacidade e eles devem fazer parte da sua alimentação diária.

Estas substâncias (princípios ativos) geralmente são de origem vegetal, mas algumas podem ser encontradas em alimentos de origem animal.

Uma refeição com alimentos naturais oferece muitas destas substâncias e serão incorporadas ao nosso organismo, ajudando a prevenir doenças e o envelhecimento.

Existem alimentos que não trazem nada de bom para a nossa saúde, como é o caso do açúcar refinado e da farinha branca.

Uma preparação sem glúten não quer dizer que ela seja funcional, a não ser que a farinha usada no lugar da farinha que contém glúten, contenha algo de bom para nós, como farinha de oleaginosas com vitaminas e minerais ou a farinha de grão de bico, que contém fibras ou a como a farinha integral, que também contém fibras, embora contenha glúten.

O importante é você fazer uma boa escolha.

Os nutrientes dão cor à comida, então, quanto mais colorida sua alimentação, mais completa ela será.

A intenção destes alimentos não é fazer você perder peso e sim ter uma vida saudável e consequentemente, se alimentando bem, sem refrigerantes, salgadinhos, excesso de fritura e açúcar e farinha de trigo refinados, você terá um peso adequado.

Os nomes destes princípios ativos são complicados, mas eu vou explicar para vocês, com receitas, onde estão e para que servem estes nutrientes mágicos dos alimentos funcionais.

Aguardem a série: PORQUE FIZ ESTA ESCOLHA!!

Cardamomo

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O cardamomo tem um sabor cítrico que combina bem com canela, gengibre e cravo.
Apesar de ser uma das especiarias mais caras do mundo (só fica atrás do açafrão e da baunilha), é usada há séculos para fins medicinais, espirituais e culinários. Nativa da Índia, foi plantada no jardim do rei da Babilônia em 721 A.C. e introduzida na Europa pelos soldados de Alexandre O Grande em 325 A.C.
Os romanos e gregos a usavam não só na culinária, mas também como perfume. Diz a lenda que Cleópatra perfumava seu palácio com cardamomo quando recebia a visita de Marco Antonio.
O cardamomo tem propriedades antioxidantes e é utilizado na medicina natural como antisséptico, digestivo, diurético e expectorante.
Trata artrite, asma, bronquite, cólicas, distúrbios intestinais, gases, vermes, inchaços e reumatismo.
O cardamomo é encontrado seco, em cápsulas, com as sementes soltas ou já moídas. É utilizado no preparo de arroz, omeletes, almôndegas, massas, bolos, pastelaria, cremes, licores, vinho e café.
Na cozinha árabe é tradicionalmente consumido com o café e, na África, com o chá.
Na Escandinávia e na Alemanha é usado para condimentar vinhos, pudins, frutas cozidas, como pera e maçã, e alguns embutidos.
Na Índia faz parte de algumas misturas de especiarias, como o curry (caril) e o garam massala.
Abra as cápsulas do cardamomo somente no momento em que for utilizá-las, pois elas perdem o aroma rapidamente, devendo ser mantidas nas cascas para melhor conservação.
As partes utilizadas do cardamomo são as sementes.
Retire-as cuidadosamente e, se preferir, torre-as em uma frigideira para ressaltar seu aroma.
Chá contra gases: Adicionar 20 g de cardamomo em uma xícara de água fervente e beber após as refeições.
Chá contra cólicas intestinais: Adicionar 10 g de sementes em 1 litro de água. Coar e beber morno.
Dê um sabor especial na sua salada de frutas.
Ferva ½ xícara de suco de laranja, (depois que começar a ferver, deixe no fogo baixo) com uma colher de chá de cardamomo.
Deixe esfriar e misture com uma xícara de suco de laranja.
Pique as frutas de sua preferência e misture com o suco.
Leve para gelar até servir.

Urucum

O Urucum é uma planta originária da América do Sul, mais especificamente da região amazônica. O nome popular tem origem na palavra tupi “ru-ku” que significa “ vermelho”. No Brasil é conhecida vulgarmente como urucum.
Arbusto ou árvore pequena, de até 5 m de altura, cujos frutos, com cápsula coberta de espinhos, eram usados como corantes já pelos nossos índios.
Até hoje são empregados em culinária e pela indústria, que utiliza o pó de suas sementes para fabricar o colorau.
As sementes podem ser utilizadas frescas ou secas ao sol e devem se guardadas em local ventilado e sem umidade. Armazenar em potes de porcelana ou vidro escuro, bem tampado.

De sabor praticamente neutro, o urucum é utilizado para dar coloração vermelha ao arroz, molhos, carnes, etc.
As sementes e as folhas de urucum possuem funções condimentares, estomáticas, laxativas, expectorante, antifebril, digestiva, afrodisíaca e tem sido indicada em afecções inflamatórias do coração (miocardite, pericardite, endocardite). Também têm o propósito de diminuir os níveis de colesterol total e triglicérides.
Tem propriedade antioxidante, que combate os radicais livres responsáveis pelo envelhecimento.
Que tal uma preparação saudável e fácil de ser feita, com esta especiaria!
Antes, deixe separados todos os ingredientes que você vai usar. A quantidade você vai decidir. Depende de quantas pessoas irão comer e da sua preferência.
Cubos pequenos de carne (pode ser alcatra, patinho)
Batatas em rodelas
Cenouras em rodelas
Cebolas em rodelas
Tomate em rodelas
Pimentão (as três cores)
Ovos
Em uma panela larga de fundo grosso e que irá à mesa, coloque a carne e regue com um fio de azeite e depois salpique sal, pimenta do reino e colorau.
Por cima da carne, espalhe as rodelas de batata e regue com um fio de azeite e depois salpique sal, pimenta do reino e colorau.
Faça este procedimento com os outros ingredientes, na ordem que foram apresentados.
Quando terminar de dispô-los em camadas, abra uns ovos com cuidado e também regue com um fio de azeite e depois salpique sal, pimenta do reino e colorau.
Deixe o fogo baixo e meia tampa. De vez em quando verifique se a carne está no ponto (cozida e levemente crocante).
Se o líquido começar a secar e a carne ainda não estiver boa, acrescente um pouco de azeite.
Todos os ingredientes cozinharão no próprio líquido e sem perdas de nutrientes.
Normalmente, quando a carne está pronta, todos os outros ingredientes, também estarão.
Sirva com arroz e bom apetite!
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